Viajar Para Tailândia Com Orçamento Limitado: Os Erros, Os Perrengues e as Descobertas Que Ninguém Te Conta

porque as melhores histórias nascem dos maiores perrengues

Por @casalsemrota

3/31/20264 min ler

five brown wooden boats
five brown wooden boats

Era De Manhã Quando Chegamos. E o Primeiro Erro Já Estava Feito.

O avião pousou em Bangkok de manhã cedo. A gente estava animado, cansado, com aquela mistura de frio na barriga de quem acabou de pousar num país completamente diferente de tudo que já conheceu.

Tinha reserva feita. Hotel confirmado. Orçamento planejado. A gente se sentiu esperto — afinal, tinham conseguido 15 dias de hospedagem por R$ 600. Menos de R$ 40 por dia! Em Bangkok! Parecia perfeito demais.

Foi só quando abriu o Maps que a realidade bateu.

O hotel ficava longe. Longe mesmo. Daquele jeito que você olha a tela, olha pro parceiro, olha de novo pra tela e diz: "quanto tempo leva isso até o centro?"

Ninguém te conta isso antes de viajar para Tailândia: preço barato de hospedagem quase sempre vem com um custo escondido — a distância. E foi exatamente isso que a gente descobriu logo no primeiro dia.

O Hotel de R$ 600 Pelos 15 Dias: Barato Ou Caro?

Vamos ser honestos, porque é pra isso que o @casalsemrota existe.

O quarto era simples, funcional, limpo. Cumpria o papel. Por R$ 600 pelos 15 dias inteiros, não tinha muito o que reclamar na estrutura. O problema não era o hotel em si — era onde ele estava.

Longe do centro de Bangkok. Longe das estações de metrô mais movimentadas. Longe dos templos, dos mercados, da energia da cidade. E quando você está com orçamento limitado, distância vira dinheiro. Todo deslocamento extra é uma passagem de BTS a mais, é um cansaço a mais, é tempo a menos explorando.

Foi nosso primeiro erro. E a gente conta isso sem vergonha nenhuma, porque talvez você esteja prestes a cometer o mesmo.

Dica de ouro: antes de reservar qualquer hospedagem em Bangkok, coloca o endereço no Google Maps e verifica a distância até a estação de metrô mais próxima. O ideal é estar a no máximo 10 minutos a pé de uma estação do BTS ou MRT. Isso muda completamente a sua experiência na cidade.

A Rotina Real: 7-Eleven, Comida de Rua e Muito Pé No Chão

Com orçamento limitado, a gente logo aprendeu a arte de sobreviver bem gastando pouco. E olha — foi mais fácil do que a gente imaginava.

O Seven Eleven Que Salvou Muitos Dias

Pode rir, mas é verdade. O 7-Eleven na Tailândia não tem nada a ver com o que você conhece no Brasil. Lá dentro tem arroz quente, oniguiri recheado, macarrão instantâneo que você prepara na hora, suco de fruta, sanduíches, sobremesas. Tudo barato, tudo em cada esquina — literalmente.

Nos dias de orçamento mais curto, o café da manhã saía por 40 a 60 bahts (~R$ 6 a R$ 10). Sem culpa nenhuma. Viajar de verdade é isso: adaptar sem drama.

Comer Na Rua Era O Programa Do Dia

Quase todo dia a refeição principal era na rua. Bangkok tem comida de rua em cada esquina, a qualquer hora.

O ritual era simples: sair caminhando, farejar o que estava cheirando melhor, apontar pro prato que o local do lado estava comendo, e pagar. Sem cardápio em português, sem foto bonita no Instagram do restaurante. Só comida real, gente real, e sabores que a gente nunca vai esquecer.

Os preços que a gente praticou nesses 15 dias:

Prato Preço Pad Thai na rua 50–80 bahts (~R$ 8–13)

Khao Man Gai (frango c/ arroz) 50–60 bahts (~R$ 8–10)

Sopa de macarrão 60 bahts (~R$ 10)

Fruta cortada no carrinho 20–30 bahts (~R$ 3–5)

Água 1,5L no 7-Eleven 15 bahts (~R$ 2,40)

Dá pra comer bem com 200–300 bahts por dia (~R$ 32–48) por pessoa se você come onde o tailandês come.

Aqui é onde a história fica boa. Com orçamento limitado, a gente fez uma escolha simples: priorizar passeios gratuitos e escolher com muito cuidado os pagos. E Bangkok, surpreendentemente, oferece muito mais do primeiro do que você imagina.

O Que a Gente Faria Diferente Hoje

1. Escolheria hospedagem perto do metrô, mesmo pagando um pouco mais Guesthouses bem localizadas em Bangkok saem a partir de 350–500 bahts por noite (~R$ 55–80). Com dois dividindo, é barato e poupa muito tempo e dinheiro em transporte.

2. Pesquisaria o bairro antes, não só o preço Bairros como Silom, Sukhumvit, Rattanakosin ou Siam são ótimas bases. Centrais, com metrô na porta e tudo a pé.

3. Planejaria os passeios gratuitos primeiro Bangkok tem conteúdo gratuito pra semanas. Chinatown, templos, mercados, parques, mirantes. Monta primeiro a lista do que não custa nada — depois decide o que vale pagar.

4. Não teria vergonha nenhuma do 7-Eleven Isso a gente não mudaria. Foi uma das melhores partes da viagem. Sério.

Se você também sonha em viajar para Tailândia sem depender de agência, sem pacote pronto e sem gastar uma fortuna — é completamente possível. A gente prova isso toda semana.

Segue A Gente Lá No Instagram

Tudo isso — cada erro, cada templo, cada estação de metrô errada, cada prato de rua — a gente documenta em tempo real no @casalsemrota.

📌 Salva esse artigo agora antes de fechar — você vai agradecer quando começar a planejar sua viagem para Tailândia.

Viajar não precisa ser perfeito pra ser incrível. Às vezes o melhor roteiro é aquele que você improvisa com orçamento limitado, muito pé no chão e uma vontade enorme de descobrir o mundo.

A gente se vê na próxima aventura. 🧡 — @casalsemrota

A convenience store at night with people standing outside
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